segunda-feira, 9 de dezembro de 2013


ANA - EXEMPLO DE MULHER QUE PERSEVERA NA ORAÇÃO
I Samuel capítulo 1 e capítulo 2.

Introdução:
Em nossos dias as mulheres cristãs têm demonstrado duas grandes virtudes:
  1. Na ação eficaz na Obra Social, atendendo ao órfão a viúva e o necessitado da Igreja.
  2. Na Oração perseverante que tem chegado até o trono da graça e que pela qual Deus tem dado muitas vitórias ao seu povo.
E é sobre uma dessas mulheres virtuosas na oração e que a Bíblia nos relata que queremos meditar convosco.

Ana foi uma mulher estéril, que não podia gerar filhos, e ter a alegria de ser mãe.
Ana era casada com o sacerdote Elcana, que pelo fato de Ana não poder ter filhos, casou-se também com Penina.
Ana teve que dividir o amor de seu marido e a sua casa com outra mulher que gerou filhos para o seu marido, Elcana.
Dentro de sua própria casa, Ana não tinha sossego, pois Penina sua rival, zombava dela o tempo todo. Dá para imaginarmos como a vida de Ana era amargurada. Ainda que o marido a amasse mais que a outra, isto não mudava o fato dela continuar estéril e servir de motivo de zombaria pela sua competidora e pela sua vizinhança.
Como se não bastasse, nem liberdade para orar em casa ela tinha. Por isso, procurava a Igreja do profeta Eli, para orar. O sofrimento era tão intenso, que Ana se quer tinha forças para pronunciar palavras na oração. Os seus lábios apenas se moviam sem que palavra alguma saísse da sua boca. O profeta Eli chegou a pensar que ela estava embriagada, dado a sua dificuldade de expressar uma palavra em oração.
Há momentos em nossa vida que passamos por esta experiência. As lutas são tão grandes, os problemas são tantos, que perdemos a alegria, a fome, a força e perdemos até o ânimo para orar. Só não perdemos a fé e a esperança, e o amor, porque esta é uma recomendação bíblica. Sabemos como Jó, que o nosso Redentor vive, e que por fim se levantará em meio aos nossos problemas para nos conceder a tão desejada vitória.
Ana também nesta circunstancia adversa, sentia-se uma mulher atribulada de espírito. Mas naquele dia em sua oração silenciosa, derramou a sua alma perante o Senhor, falando-lhe da multidão dos seus cuidados e do seu desgosto.
Recebe então as confortadoras palavras proféticas do profeta Elí: vai-ter em paz; E o Deus de Israel te conceda a tua petição que lhe pediste.
Ana fortalecida por estas palavras disse: Ache a tua serva graça em teus olhos. E continuou seu caminho. Isto é, voltou para sua casa, para os seus problemas, para as mesmas dificuldades. Porém, com uma diferença. O seu semblante já não era mais triste.
Havia no seu coração a certeza da vitória. A sua petição, ou a sua oração ao Senhor era pedindo um filho e agora tinha a certeza que o milagre aconteceria e ela daria luz a um filho.
Irmãos, nós também em meio às lutas que enfrentamos nesta vida, devemos orar ao Senhor com confiança, entregar a Ele os nossos problemas e esperar confiadamente na vitória.
E tal como Ana, entraremos no templo de Deus, com louvor e ações de graças pelas bênçãos recebidas.
Deus ouviu a oração de Ana e ela teve um filho o qual colocou o nome de Samuel. Mas Ana não ficou com o filho para si. Ela não queria um filho para se exibir ou simplesmente para dizer que agora era mãe também. Ela não queria um filho para provocar e nem para provar a sua rival Penina, que não era uma mulher amaldiçoada.
Ana queria um filho para um propósito mais nobre. Ela queria enaltecer a Deus pela vida de seu  filho. Ela queria um filho para entregar a Deus, para servir a Deus todos os dias de sua vida. Um filho que fosse uma benção na casa de Deus, e isto aconteceu com Samuel. Tornou-se um sacerdote, profeta de Deus e juiz em Israel, e enquanto viveu, viveu para Deus, na presença de Deus.
Sabemos também que o desejo de cada mãe, é ver como Ana, seus filhos na casa do Senhor, servindo ao Senhor, não só uns dias, meses, e anos, mas servindo ao Senhor para todo o sempre.
Ana cumpriu o seu voto, procurou o profeta de disse: “Ah”! Meu senhor, viva a tua alma, meu senhor; eu sou aquela mulher que aqui esteve contigo, para orar ao Senhor. Por este menino orava eu; e o Senhor me concedeu a minha petição, que tinha lhe pedido. Pelo que também ao Senhor entregarei, por todos os dias que viver: pois ao Senhor foi pedido. E ele adorou ali ao senhor.


Conclusão:
Aprendemos com Ana que o nosso Deus responde as nossas orações e nos concede a nossa petição, quando observamos os seguintes requisitos:
  1. Quando derramamos a nossa alma perante Ele.
  2. Quando entramos no templo de Deus, para orarmos a Deus e não para murmurarmos ou criticarmos.
  3. Quando perseveramos na oração, sem importar nos com o que as pessoas pensam ou dizem a nosso respeito.
  4. Agindo assim, tenhamos a certeza, que no tempo de Deus, a resposta virá.

Se Ana era uma mulher virtuosa, não temos dúvida nenhuma disto. Basta lermos o seu cântico de gratidão a Deus, para comprovarmos isto.  I Samuel 2.1-10


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