quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Perdoar é Preciso

Então Pedro, aproximando-se dele, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu hei de perdoar? Até sete? Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete; mas até setenta vezes sete. Por isso o reino dos céus é comparado a um rei que quis tomar contas a seus servos; e, tendo começado a tomá-las, foi-lhe apresentado um que lhe devia dez mil talentos; mas não tendo ele com que pagar, ordenou seu senhor que fossem vendidos, ele, sua mulher, seus filhos, e tudo o que tinha, e que se pagasse a dívida. Então aquele servo, prostrando-se, o reverenciava, dizendo: Senhor, tem paciência comigo, que tudo te pagarei. O senhor daquele servo, pois, movido de compaixão, soltou-o, e perdoou-lhe a dívida. Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos, que lhe devia cem denários; e, segurando-o, o sufocava, dizendo: Paga o que me deves. Então o seu companheiro, caindo-lhe aos pés, rogava-lhe, dizendo: Tem paciência comigo, que te pagarei. Ele, porém, não quis; antes foi encerrá-lo na prisão, até que pagasse a dívida. Vendo, pois, os seus conservos o que acontecera, contristaram-se grandemente, e foram revelar tudo isso ao seu senhor. Então o seu senhor, chamando-o á sua presença, disse-lhe: Servo malvado, perdoei-te toda aquela dívida, porque me suplicaste; não devias tu também ter compaixão do teu companheiro, assim como eu tive compaixão de ti? E, indignado, o seu senhor o entregou aos verdugos, até que pagasse tudo o que lhe devia. Assim vos fará meu Pai celestial, se de coração não perdoardes, cada um a seu irmão.Mateus 18.21-35

Primeira Ilustração :DEIXA PASSAR

Na navegação antiga, costumava-se amarrar uma corda na ponta externa do vergalhão da vela principal e prendê-la na amurada do navio. Porém, em dias de vento forte, um marinheiro ficava encarregado de esticar ou afrouxar a vela, conforme a força do vento.
Se ele mantivesse a vela frouxa, perdia-se velocidade. Por outro lado, se ele mantivesse a vela esticada demais, o vento podia rasgá-la ou, até mesmo, fazer o barco capotar.
Este ato de afrouxar a vela era chamado de PERDÃO. O capitão gritava com ele: “Perdoa!”. Isto é, deixa o vento passar.
Perdoar é isso, DEIXAR PASSAR!


Se alguém tiver queixa contra outro,
assim como Cristo vos perdoou,
assim fazei vós também.
Colossenses 3.13

Segunda Ilustração - PERDOADOS
Esta é a história de um médico escocês, notável pelo seu espírito caridoso e piedoso.
Segundo se narrava, depois de sua morte, quando os seus livros estavam a ser examinados, foram encontradas muitas contas sobre as quais estava escrito em letra vermelha o seguinte: “Perdoado (muito pobre para pagar)”.
Sua esposa, de espírito diferente, disse:
– Estas contas precisam ser pagas.

E começou a tomar providências jurídicas para receber o dinheiro.
O juiz perguntou-lhe:
– São de seu marido estes dizeres escritos a tinta vermelha?
– Sim, disse ela.
– Então não há tribunal na terra que possa obrigar os perdoados a pagarem-lhe, pois o seu marido escreveu “Perdoado”.


Perdoarei a sua maldade,
e nunca mais me lembrarei
dos seus pecados.
Jeremias 31.34

Terceira Ilustração - PROFESSOR BATATA
O professor de religião pediu aos seus alunos que levassem batatas e um saco plástico à aula e escrever nas batatas o nome de cada pessoa de quem sentiam mágoas ou tivessem ressentimentos. Uma batata para cada nome.
Pediu, também, para colocar as batatas dentro do saco plástico e guardá-las na mochila, junto com seus livros e cadernos.
A tarefa consistia em levar as batatas a todos os lugares onde fossem, por tempo indeterminado, até que o professor os autorizasse a se livrar delas.
Naturalmente, elas foram-se deteriorando. Além do peso, logo, também, o mal cheiro começou a  incomodar os alunos, até o ponto em que não agüentaram mais:
– Professor, por favor, não dá mais. Podemos jogar esse lixo fora?
– Sim, podem jogar as batatas fora, mas, se junto com elas vocês também não jogarem fora toda a mágoa e ressentimentos que elas representam, o peso e o mau cheiro não sairá de seus corações.

Se, porém, não perdoardes
aos homens as suas ofensas,
também vosso Pai vos não
perdoará as vossas ofensas.
Mateus 6.15
  
Quarta Ilustração - QUEM VAI PAGAR O PATO?
Johnny era um menino pequeno que gostava muito de passar as férias com seus avós, pois eles moravam em sua fazenda.Seu avô lhe deu um estilingue e o mandou praticar no mato. Ele atirou várias vezes contra troncos, arbustos, flores, mas não conseguia acertar nada que mirava.Voltando para o jantar, entediado, ao chegar perto da casa, viu o pato de estimação da vovó e, num impulso infantil, lançou uma pedra certeira na cabeça do pato de estimação da vovó. Ele ficou chocado, triste e num pânico tão grande que escondeu o pato morto debaixo de uma pilha de madeira. Sally, sua irmã, viu tudo, mas não disse nada. Porém, após o almoço do dia seguinte, a avó disse: “Sally, vamos lavar a louça”, mas Sally disse: ” Vovó, Johnny me disse que queria ajudar na cozinha”.Quando Johnny ameaçou protestar, sua irmã sussurrou em seu ouvido: “Eu vi você matar o pato da vovó”. Johnny se conteve e lavou os pratos.Mais tarde naquele dia, o vovô perguntou se as crianças queriam ir pescar, mas a vovó disse: “Os outros podem ir, mas eu preciso de Sally para me ajudar a fazer o jantar”.Sally apenas sorriu e disse, “está tudo certo, vovó, o Johnny me disse que prefere ficar aqui e te ajudar”. Então Sally foi pescar e Johnny ficou na casa.E isso passou a se repetir todas as vezes que Sally era chamada para alguma tarefa.Após vários dias, Johnny finalmente não aguentava mais aquela situação. Foi até a sua avó e confessou que tinha matado o pato. A avó assentou-se numa cadeira, puxou-o para perto de si, deu-lhe um abraço e disse:“Querido, eu sei, eu estava na janela e vi a coisa toda, mas porque eu te amo, eu te perdoei. Eu só estava me perguntando quanto tempo você iria deixar Sally tornar você um escravo deste seu erro”.
Pois nós também, outrora, éramos néscios, desobedientes, desgarrados, escravos de toda sorte de paixões e prazeres – Romanos 6.17; Efésios 2.3; Tito 3.3.

Quinta Ilustração - SEGUNDA VEZ?
Conta-se que certo homem pecou e pediu perdão a Deus. E o Senhor lhe perdoou. O homem, leve e feliz, continuou o seu caminho.
Mais adiante, porém, cometeu um novo deslize e ficou muito triste e envergonhado.
Sua alegria de viver foi-se esvaindo e ele começou a fugir da presença de Deus.
Ao vê-lo tão triste e fugidio, Deus perguntou-lhe:
– Por que andas tão triste, meu filho, fugindo de mim?
– Estou com vergonha, Senhor.
– Vergonha do quê?
– Por causa deste meu pecado.
– Basta que me peças perdão, filho, e, se estiveres arrependido, eu o perdoarei.
– Eu estou arrependido, Pai, mas estou com vergonha, pois esta é a segunda vez que lhe peço perdão por este mesmo pecado.

Mas, para sua surpresa, Deus lhe perguntou:
– Segunda vez? E qual foi a primeira?



Se confessarmos os nossos pecados,
ele é fiel e justo para nos
perdoar os pecados,
e nos purificar de toda a injustiça.
I João 1.9

Sexta Ilustração - TERRA FRIA, CORAÇÃO QUENTE
Não existe a palavra “Perdão”, na língua dos esquimós.
Por isso, os missionários encontraram muita dificuldade para compartilhar a mensagem do Evangelho, até que, com muita alegria, descobriram uma expressão usada por eles que traz a ideia de perdão.
“NÃO PENSAR NISSO NUNCA MAIS”.

Bem-aventurado aquele
cuja transgressão é perdoada,
e cujo pecado é coberto.
Salmo 32.1



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